Roger Waters @ Pavilhão Atlântico

Para comemorar o 30º aniversário do álbum "The Wall", dos Pink Floyd, Roger Waters iniciou segunda-feira uma digressão europeia e escolheu Lisboa para o arranque. Depois de Lisboa, segue ainda para mais 24 cidades.
A minha mãe tinha convites e lá fomos nós. Camarote com boa visão e bebida à descrição. Assim vale a pena. Até porque as músicas são um pouco paradas e quem ficou de pé deve ter sofrido.
Apesar de não ser o meu estilo de música preferido, gostei muito do concerto. Mega produção, mega espectáculo!

Muro no palco
Ao longo do palco estava um muro branco, onde foram projectadas imagens 3D com efeitos incríveis. Durante o concerto o muro foi crescendo até que cobriu todo o palco e escondeu os músicos, incluíndo Roger Waters que cantou algumas músicas sem aparecer. Bonecos enormes insufláveis, incluíndo o professor a quem um grupo de crianças da Associação Cultural Moinho da Juventude, que subiu ao palco, cantou "Hey Teacher, leave them kids alone!", aviões a destruir o muro e muito mais.
Deu para perceber onde foram gastos os 42 milhões de euros. Bem gastos, by the way!


Nunca vi o Pavilhão Atlântico tão cheio. Com bilhetes entre os 40 e os 80€, ali ninguém diria a situação em que se encontra o país. Apesar de tanta gente, "Another Brick in the Wall" foi das poucas músicas que puxou pelas cordas vocais do público.

Pormenor do público

Neste concerto, Waters aproveitou ainda para homenagear os soldados na guerra. Um assunto que o toca, por ter perdido o pai na II Guerra Mundial. O cantor pediu no facebook para que lhe enviassem fotografias dos falecidos e projectou-as no muro em vários momentos do espectáculo.
Este foi só mais um momento autobiográfico de Waters, como quase toda a essência do "The Wall".

Muro destruído no final do concerto

O concerto, já considerado como "o maior espectáculo de sempre concebido por uma banda de rock" (Expresso), terminou com a destruição do muro. Momento de êxtase para o público, que quase levou com os "tijolos" em cima. Esta foi, sem dúvida, uma produção memorável.

Eu e a minha mãe

Fabíola Carlettis

Fotografias: Cutting Edge

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